13 de Agosto de 2014

Arte na Cidade (1): Pantera


«Pantera», de autoria de José Rodrigues  (com colaboração de Ana Carvalho). 
Local: Estádio do Bessa Século XXI, 2002

7 de Agosto de 2014

Oporto in The Mirror

11 de Julho de 2014

Oporto from the Quay in Villa-Nova

Cerca de 1830, impresso em Philadephia
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10 de Julho de 2014

Porto

Carlos Relvas, cerca de 1865
(clikar na foto para ver maior)

5 de Maio de 2014

O Estádio Salazar

No Porto? Estádio Salazar? Não conheço. Nunca ouvi falar. Onde era?
Pergunte-se a quem quiser e mesmo os mais velhos nunca ouviram tal nome: o Estádio Salazar.
Mas a verdade é que existiu.E é até local bem conhecido.
Mas as gentes do Porto, na sua sabedoria ancestral, adoram dar nomes diferentes àquilo que as «autoridades» baptizam.
Foi, uma vez mais, o que se passou com o actual Parque de Ramalde. Ou antigo Estádio da FNAT. Ou Estádio do Inatel. Qualquer uma destas designações são conhecidas e todos saberão onde fica e o que é ou foi. Já o «Estádio Salazar? .....Não conheço...».



A sua inauguração, como Estádio Salazar, ocorreu no dia 27 de Abril de 1969, conforme relato retirado de «Notícias de Portugal», publicação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo de 3 de Maio do mesmo ano.

       «Depois de presidir ao almoço de aniversário no Clube de Vela Atlântico, o Chefe de Estado dirigiu-se ao Bairro Popular de Ramalde a fim de presidir à inauguração do Parque Desportivo Salazar, da F.N.A.T.
    Milhares de bandeiras dos vários organismos dependentes da F.N.A.T. davam uma nota alegre e polícroma ao ambiente. De todo o país se deslocaram ao Porto milhares de trabalhadores que se dedicam às práticas desportivas, pertencentes a vários centros de Alegria no Trabalho que, desta forma, se associaram à homenagem prestada a Salazar, no dia do 80º aniversário natalício do grande estadista.
    Eram precisamente 16 horas quando o Almirante Américo Thomaz chegou ao local. Aguardavam-no à entrada daquelas instalações os Drs António Rapazote e Prof. Dr. José João Gonçalves de Proença, Ministros do Interior e das Corporações, Dr. Luis Nogueira de Brito, Subsecretário do Trabalho e Previdência, Dr. Bento Parreira do Amaral, Presidente da Direcção da F.N.A.T.
    O Chefe de Estado, que se fazia acompnahar do Major Paulo Durão, chefe do distrito, após ter sido saudado pelos que ali se haviam concentrado para o aclamar, recebeu os cumprimentos das individualidades presentes e ramos de flores que lhe forma oferecidos por crianças.
    Seguidamente, o Sr. D. Florentino de Andrade e Silva, Administrador Apostólico da Diocese, procedeu à benção do parque, e o Sr. Presidente da República descerrou uma lápide comemorativa daquele acto festivo.
(...)
    Mais de sete mil trabalhadores desfilaram e seguiu-se a demonstração de diversas actividades desportivas, encerrando-se o festival com uma alegoria pelas classes de ginástica e largada de balões e pombos.
(...)»




Em 2014, o Parque Desportivo de Ramalde tem 4,5 hectares de espaços verdes e fazem parte das suas instalações desportivas, um campo de futebol de 11 (pelado), 2 campos de ténis, um campo de futebol de 5, de relva sintética. Tem ainda uma pista de atletismo e um antigo ring de óquei em patins adaptado hoje a pista de skates.

11 de Abril de 2014

Arco de Vandoma

In «Periódico dos Pobres do Rio de Janeiro», de 9 de Outubro de 1855

30 de Dezembro de 2013

Convento de Monchique

Fotografia de 1862 (do Arquivo Municipal do Porto)
Bem visiveis ainda os vários edificios que compunham o Convento de Monchique (fundado em 1533).
Em primeiro plano as obras da construção da nova Alfandega (completada em 1865).
No canto superior esquerdo, a Capela de Carlos Alberto ( de 1854) e as obras nos terrenos do futuro Palácio de Cristal (1865)

11 de Dezembro de 2013

O Teatro Nacional Portuense



Inaugurado em dezembro de 1913, foi uma iniciativa de dois empresários: José Pinto Roque e César A. Cunha Santos. Ficava situado na rua Elias Garcia.

Da sua descrição, destacamos:

 «A escadaria quer conduz ao salão de espectáculos, ornamentada com artísticos varões de metal amarelo, é branda e suave. Uma vez no vestíbulo da entrada já ahi se iniciavam os trabalhos artisticos que na sala teem maior relevo.

As artisticas pinturas dos srs Ribeiro & Moreira são do melhor que se tem visto em casas d'esta natureza.

A iluminação profusamente distribuida por milhares de lampadas eletricas não tem egual em nenhum teatro portuguez. Dir-se-ia que estamos em Paris ou Madrid onde os teatros capricham em tudo quanto se referem a iluminações.

O teatro Nacional é em forma de ferradura, em uma ordem de camarotes e três de filas de balcão.
A plateia, que é das maiores em teatro portuguez, ocupa todo o espaço que vae do palco, que é também vasto e amplo, a gradaria que circunda os logares de geral bastante comodas a que não faltam até as almofadas fôfas e macias.

Em excelentes condições de segurança, não há o menor receios de qualquer acidente.Tem inumeras portas em todas as paredes do vasto salão, de forma que, em poucos minutos, se esvasiaria das mil e quinhentas pessoas que lá podem caber.(...) 

É uma linda sala de espetaculos como poucas temos visto até agora. A definição artistica da sua iluminação, os reposteiros e estofos dos camarotes, verdadeiramente luxuosos, tudo é, enfim, de molde a felicitarmos a empresa por ter dotado a capital do norte com um teatro que é uma maravilha»

in revista Ilustração Portugueza de 22 de Dezembro de 1913.

Em 1923 seria objecto de obras e reinaugurado como Teatro Rivoli.

9 de Dezembro de 2013

Espelho


8 de Agosto de 2013

A «Lisboa» de que todos gostamos....

 Embora este seja um espaço dedicado à nossa cidade, não ignoramos que outras cidades, nomeadamente a nossa capital, Lisboa, tem igualmente recantos encantadores e que o seu afamado rio Tejo em tempos idos tinha uma actividade intensa e pitoresca. A agitação mercantil das suas zonas ribeirinhas deram azo a bonitos postais que ainda hoje se apreciam com especial prazer......



A Ponte «D. Fernando»....

Legenda: OBRAS PÚBLICAS EN PORTUGAL.
OPORTO - Puente de Hierro denominado "Don Fernando", sobre el Duero...Inaugurado por S. M. El Rey D. Luis I, el 4 del actual - De un dibujo remitido por D. Laureano Fernandez.
Na revista:  Ilustracion Española y Americana1877

16 de Junho de 2013

50 anos do martelinho de São João

Tendo lido que este ano, 2013, o martelinho de S. João fazia 50 anos que pela primeira vez surgira na festa maior da nossa cidade, fui à procura da sua historia.
E encontrei. Tudo explicadinho.

Texto e imagens de Manuel Martinho de quem se reproduz, com o agradecimento por contar a sua história e assim a mesma ficar na História, como merece.


O primeiro martelinho


«A História dos martelinhos de São João 
O martelo de S. João foi inventado em 1963 por Manuel António Boaventura, meu Avô, industrial de Plásticos do Porto, que tirou a ideia num saleiro/pimenteiro que viu numa das suas viagens ao estrangeiro. O conjunto de sal e pimenta tinha o aspecto de um fole ao qual adicionou um apito e um cabo vindo a incorporar tudo no mesmo conjunto e dando-lhe a forma de um martelo. 

O objectivo inicial era criar mais um brinquedo a adicionar à gama de que dispunha. Nesse mesmo ano os estudantes abordaram o Sr. Boaventura com o intuito de lhes ser oferecido para a queima das fitas um “brinquedo ruidoso”, ao que o Sr. Boaventura acedeu oferecendo o que de mais ruidoso tinha...os martelinhos. A queima das fitas foi um sucesso com os estudantes a dar “marteladas” o dia todo uns nos outros e logo os comerciantes do Porto quiseram martelinhos para a festa de S. João. Esse ano o stock era pouco mas no ano seguinte os martelos foram vendidos em força para esta festa e ao mesmo tempo oferecidos pelo Sr. Boaventura a crianças do Porto. 

Assim o martelinho entrou nas festa do S. João sendo aceite incondicionalmente pelo povo nos seus festejos. 

A venda fez-se normalmente durante 5 ou 6 anos até que um dia o Vereador da cultura da Câmara do Porto, Dr. Paulo Pombo e o Presidente da Câmara do Porto Engº Valadas chegaram á conclusão de que este brinquedo ia contra a tradição e decidiram fazer uma queixa ao Governador Civil do Porto Engº Vasconcelos Porto, queixa esta que foi aceite tendo mesmo o Governador Civil notificado o Sr. Boaventura de que no ano seguinte estava proibido de vender martelos para a festa de S. João, mandando avisar que quem fosse apanhado com martelos na noite de S. João seria multado em 70$00 (na época ganhava-se cerca de 30$00), e mandando retirar os martelos das lojas comerciais onde estavam á venda. O que é certo é que o povo não acatou esta decisão e continuou a usar o martelo nos seus festejos. O Sr. Boaventura ao ver-se lesado e injustiçado nesta decisão do Governo Civil levou então a questão a tribunal, perdendo em 1ª e 2ª instância. (estava-se no tempo de Américo Tomás e Marcelo Caetano e consequentemente da PIDE). 

No entanto no ano de 73 recorreu para o Supremo Tribunal e ganhou a questão, podendo assim continuar a fazer os martelinhos que se tornaram tradição popular não só no S. João do Porto, como no S. João de Braga, Vila do Conde, Carnaval de Torres Vedras, Passagens de ano, campanhas de partidos políticos, etc.

Os martelos sofreram inúmeras alterações ao longo dos anos mas a tradição ficou e a sua história perdeu-se com o tempo....»

23 de Maio de 2013

View


in «The Pictorial Times», 1847. 
Revista semanal publicada entre 1843 e 1848.

22 de Março de 2013

View - 1843

in «The Illustrated London News», nº42, Vol II, 18 de Fevereiro de 1843

Vista da da barra do Douro - 1855


 

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