12 de maio de 2015

Marco do Bairro Gomes da Costa

Marco das Moradias Económicas do Bairro Marechal Gomes da Costa - 1949.

Situado no Largo D. João III, assinala a inauguração daquele bairro construído entre 1948 e 1949 e que era constituído por 148 moradias destinadas a pessoas que fossem «chefes de família com idade entre os 21 e os 40 anos, empregados, operários ou outros assalariados, membros dos sindicatos nacionais, funcionários públicos, civis e militares, e outros operários dos quadros permanentes dos serviços do Estado e das Câmaras Municipais». O regime de propriedade era o de propriedade resolúvel, pelo qual os adquirentes pagariam uma prestação (nunca inferior a 240 meses). A prestação incluia além do pagamento da habitação ainda seguro de vida, de invalidez, de doença, de desemprego e de incêndio.

José Vitorino Damásio


José Vitorino Damásio (1807-1875). Militar, industrial, professor universitário.
Ver perfil bibliográfico no site da U.P.

Monumento/busto (1998) colocado em jardim na Rua Diogo Botelho (junto ao Fluvial e Parque da Pasleira), da autoria de Gustavo Bastos.

24 de fevereiro de 2015

Vista a partir de um Zeppelin

Postal editado pela Tabacaria Africana
Sem data
A 10 de Junho de 1935 o dirigível Graf Zeppelin sobrevoou a cidade do Porto (*). 
Poderá a fotografia ser eventualmente dessa data, pois não se tem referência a outra visita daquela aeronave.

28 de setembro de 2014

Uma inspecção do IVP

Fotografia encontrada no eBay. Sem autor e sem data. 
Provavelmente do início dos anos 50 e da responsabilidade do próprio I.V.P.


Um interessante «boneco» realizado para demonstrar como decorriam as acções inspectivas do  I.V.P. (Instituto do Vinho do Porto).
Temos ali o quadro completo da cena:  a carrinha do I.V.P,; o respectivo motorista fardado; o técnico tomando notas e verificando o manifesto de carga; 3 caixas abertas e duas garrafas estrategicamente posicionadas; a presença do GNR da Guarda Fiscal por causa das coisas e o comerciante/expedidor abrindo uma garrafa e servindo um copo como prova de que era mesmo vinho.Também dois mirones de serviço. A completar, pode-se imaginar o fotógrafo empoleirado em cima de umas caixas para apanhar o devido angulo......

13 de agosto de 2014

Arte na Cidade (1): Pantera


«Pantera», de autoria de José Rodrigues  (com colaboração de Ana Carvalho). 
Local: Estádio do Bessa Século XXI, 2002

11 de julho de 2014

10 de julho de 2014

5 de maio de 2014

O Estádio Salazar

No Porto? Estádio Salazar? Não conheço. Nunca ouvi falar. Onde era?
Pergunte-se a quem quiser e mesmo os mais velhos nunca ouviram tal nome: o Estádio Salazar.
Mas a verdade é que existiu.E é até local bem conhecido.
Mas as gentes do Porto, na sua sabedoria ancestral, adoram dar nomes diferentes àquilo que as «autoridades» baptizam.
Foi, uma vez mais, o que se passou com o actual Parque de Ramalde. Ou antigo Estádio da FNAT. Ou Estádio do Inatel. Qualquer uma destas designações são conhecidas e todos saberão onde fica e o que é ou foi. Já o «Estádio Salazar? .....Não conheço...».



A sua inauguração, como Estádio Salazar, ocorreu no dia 27 de Abril de 1969, conforme relato retirado de «Notícias de Portugal», publicação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo de 3 de Maio do mesmo ano.

       «Depois de presidir ao almoço de aniversário no Clube de Vela Atlântico, o Chefe de Estado dirigiu-se ao Bairro Popular de Ramalde a fim de presidir à inauguração do Parque Desportivo Salazar, da F.N.A.T.
    Milhares de bandeiras dos vários organismos dependentes da F.N.A.T. davam uma nota alegre e polícroma ao ambiente. De todo o país se deslocaram ao Porto milhares de trabalhadores que se dedicam às práticas desportivas, pertencentes a vários centros de Alegria no Trabalho que, desta forma, se associaram à homenagem prestada a Salazar, no dia do 80º aniversário natalício do grande estadista.
    Eram precisamente 16 horas quando o Almirante Américo Thomaz chegou ao local. Aguardavam-no à entrada daquelas instalações os Drs António Rapazote e Prof. Dr. José João Gonçalves de Proença, Ministros do Interior e das Corporações, Dr. Luis Nogueira de Brito, Subsecretário do Trabalho e Previdência, Dr. Bento Parreira do Amaral, Presidente da Direcção da F.N.A.T.
    O Chefe de Estado, que se fazia acompnahar do Major Paulo Durão, chefe do distrito, após ter sido saudado pelos que ali se haviam concentrado para o aclamar, recebeu os cumprimentos das individualidades presentes e ramos de flores que lhe forma oferecidos por crianças.
    Seguidamente, o Sr. D. Florentino de Andrade e Silva, Administrador Apostólico da Diocese, procedeu à benção do parque, e o Sr. Presidente da República descerrou uma lápide comemorativa daquele acto festivo.
(...)
    Mais de sete mil trabalhadores desfilaram e seguiu-se a demonstração de diversas actividades desportivas, encerrando-se o festival com uma alegoria pelas classes de ginástica e largada de balões e pombos.
(...)»




Em 2014, o Parque Desportivo de Ramalde tem 4,5 hectares de espaços verdes e fazem parte das suas instalações desportivas, um campo de futebol de 11 (pelado), 2 campos de ténis, um campo de futebol de 5, de relva sintética. Tem ainda uma pista de atletismo e um antigo ring de óquei em patins adaptado hoje a pista de skates.

11 de abril de 2014

Arco de Vandoma

In «Periódico dos Pobres do Rio de Janeiro», de 9 de Outubro de 1855

30 de dezembro de 2013

Convento de Monchique

Fotografia de 1862 (do Arquivo Municipal do Porto)
Bem visiveis ainda os vários edificios que compunham o Convento de Monchique (fundado em 1533).
Em primeiro plano as obras da construção da nova Alfandega (completada em 1865).
No canto superior esquerdo, a Capela de Carlos Alberto ( de 1854) e as obras nos terrenos do futuro Palácio de Cristal (1865)

11 de dezembro de 2013

O Teatro Nacional Portuense



Inaugurado em dezembro de 1913, foi uma iniciativa de dois empresários: José Pinto Roque e César A. Cunha Santos. Ficava situado na rua Elias Garcia.

Da sua descrição, destacamos:

 «A escadaria quer conduz ao salão de espectáculos, ornamentada com artísticos varões de metal amarelo, é branda e suave. Uma vez no vestíbulo da entrada já ahi se iniciavam os trabalhos artisticos que na sala teem maior relevo.


As artisticas pinturas dos srs Ribeiro & Moreira são do melhor que se tem visto em casas d'esta natureza.



A iluminação profusamente distribuida por milhares de lampadas eletricas não tem egual em nenhum teatro portuguez. Dir-se-ia que estamos em Paris ou Madrid onde os teatros capricham em tudo quanto se referem a iluminações.



O teatro Nacional é em forma de ferradura, em uma ordem de camarotes e três de filas de balcão.

A plateia, que é das maiores em teatro portuguez, ocupa todo o espaço que vae do palco, que é também vasto e amplo, a gradaria que circunda os logares de geral bastante comodas a que não faltam até as almofadas fôfas e macias.


Em excelentes condições de segurança, não há o menor receios de qualquer acidente.Tem inumeras portas em todas as paredes do vasto salão, de forma que, em poucos minutos, se esvasiaria das mil e quinhentas pessoas que lá podem caber.(...) 



É uma linda sala de espetaculos como poucas temos visto até agora. A definição artistica da sua iluminação, os reposteiros e estofos dos camarotes, verdadeiramente luxuosos, tudo é, enfim, de molde a felicitarmos a empresa por ter dotado a capital do norte com um teatro que é uma maravilha»


in revista Ilustração Portugueza de 22 de Dezembro de 1913.

Em 1923 seria objecto de obras e reinaugurado como Teatro Rivoli.