22 de Março de 2013

View - 1843

in «The Illustrated London News», nº42, Vol II, 18 de Fevereiro de 1843

Vista da da barra do Douro - 1855


7 de Março de 2013

Segway em 1919

Foto: capa da revista Ilustração Portugueza, 12 de Agosto de 1919

Já em 1919 as «senhoras elegantes», pelo menos na cidade do Porto, davam os seus passeios numa trotinete a motor, antepassada dos modernos segway
Tratava-se de um veículo a 4 tempos, com 155 cc e velocidade máxima de cerca de 30 km por hora, fabricado nos EUA pela Autoped Company of Long Island City (Nova Yorque) entre 1915 e 1921 e criado por Arthur Gibson e Joseph Merke.
Mais tarde a germanica Krupp também fabricou  sob licença esses veículos entre 1919 e 1922, bem como outras empresas, na Checoslováquia e Inglaterra. 
A forma de funcionamento era bastante simples, bastando empurrar a colina da direcção para a frente para o veículo se mover, ou puxar para trás para travar. E podia ser dobrada na horizontal  para ser fácilmente arrumada ou transportada à mão.


1 de Fevereiro de 2013

31 de Janeiro de 1927

Por decreto de 12 de Outubro de 1910,  foi fixado, entre outros, o feriado nacional de 31 de Janeiro, como dia dos Percursores e Mártires da República.
Assim, entre 1911 e 1952 (altura em que foi extinto), foi comemorada a revolta portuense como festa nacional. 

Este pequeno filme, produzido pelos Serviços Cartográficos do Exército, em 1927, assinala a presença do Presidente da República, General Oscar Carmona na cidade do Porto, homenageando aqueles acontecimentos e condecorando diversos militares. 
As cerimónias, efectuadas na Praça da Liberdade deixam ver a rua dos clériogos e sua torre, e a bem conhecida e ainda existente Casa Navarro, para além de alguns edifícios em construção na avenida que se então se construía. 
O edifício da antiga Câmara Municipal havia já sido demolido em 1921, pelo que é visível ao fundo, em alguns planos a Igreja da Trindade, pois que a nova câmara ainda estava longe de sequer iniciar a construção. Pode ainda vê-se o Largo da Batalha onde decorre o dito «cortejo civil». E por fim a homenagem no Cemitério do Prado do Repouso, junto ao monumento que assinala esta data.




Escassos dias depois, a 3 de Fevereiro, rebentava na cidade do Porto uma revolta liderada pelo General Sousa Dias contra o governo de ditadura militar que terminou apenas no dia 9 e que se saldou num total de 80 mortos e 360 feridos.
Curiosamente, tal revolta foi liderada pelo Regimento de Caçadores 9, que neste filme vemos o Presidente da República a homenagear....

30 de Janeiro de 2013

«Actualidades portuenses» (1928)

Relação da Viagem Aerostática feita nesta Cidade a 25 de Junho de 1820


Porto, 28/Junho/1820, Relação da Viagem Aerostática feita nesta Cidade a 25 de Junho de 1820, por Mr. Robertson, filho

"Tendo o Professor Robertson pai, recebido em Lisboa as mais lisonjeiras provas de geral satisfação em todas as suas experiências, que tiveram um feliz sucesso, julgou que não devia deixar Portugal sem oferecer à cidade do Porto o raro espectáculo de uma viagem aerostática. Todas as pessoas eruditas, que se achavam na mesma cidade empenhar-se-ão em favorecer uma subscrição para este objecto: anunciando-se esta experiência para o domingo 25 de Junho, e sendo destinada para celebrar-se a festa do nome de S.M. Fidelíssima Rei do Reino Unido foi desempenhada felizmente no dia referido na bela Quinta do Prado, que pertence ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Bispo do Porto.

A chuva, que desde as dez horas até ao meio dia caiu repetidas vezes, fez recear que a experiência fosse diferida; mas ao depois, serenando a atmosfera, Mr. Robertson principiou às três horas o trabalho necessário para a formação do gás hidrogénio, e às 5 horas a máquina, inteiramente cheia esperava o Aeronauta.

O Professor Robertson tinha prometido a sua sobrinha, a esposa do jovem Malabar, o prazer de a deixar elevar-se, estando a barquinha presa por uma corda; por isso antes da partida de Mr. Eugénio Robertson ela subiu a certa altura. Esta jovem, desejando há muito tempo fazer uma viagem aerostática, tinha escondido um canivete, e uma carta no seu lenço, e intentava cortar as prisões, que a retinham: apenas o seu intento foi descoberto por Mr. Eugénio Robertson, que se assustou, e não queria ceder o seu lugar a pessoa alguma, lançou mão rapidamente da corda principal e conduziu o balão até ao recinto. Então esta Dama cheia de coragem saiu da barquinha e Mr. Eugénio Robertson, substituindo o seu lugar, sustentando-se em pé, e tendo na mão a bandeira portuguesa elevou-se majestosamente às 5 horas e meia bradando: ”Viva El-Rei; Viva D. João VI”; e, lançando várias peças de versos em honra da Nação Portuguesa, análogas a tão brilhante circunstância.

Elevando-se o balão, o quadro que se desenvolvia debaixo dos pés do aeronauta tornava-se mais interessante; pois que o Douro, correndo ao longe, já parecia esconder-se por entre as montanhas, já descobrir-se de momentos a momentos. O viajante por uma parte via o Porto como num pequeno quadro; mas sem perder a menor circunstância, por outra parte divisava ao longe verdes florestas, deliciosos jardins, e campos cercados de parreiras que atraíam e encantavam seus olhos, e qual uma serpente, que dá tortuosas voltas para entrar na sua cova, assim o Rio Ave parecia dirigir-se para o mar.

O objecto mais tocante, que o aeronauta observou nesta viagem, foi a vista de mar, que brilhava debaixo de seus pés, e lhe parecia incendiado por todos os lados, efeito da reflexão do Sol que se ocultava no horizonte, e que sem dúvida foi a causa do viajante não sentir na altura a que se remontou o frio activo, que de ordinário se experimenta.

Mr. Eugénio Robertson viu certa poeira, que se levantava da terra, e julgando serem cavaleiros, que vinham ao seu encontro, tomou o óculo para melhor observar; mas era simplesmente o declive de alguns montes de terra argilosa, feridos pelos raios do sol que já declinava.

O Aeronauta, depois de ter subido em meia hora a uma grande altura, e achando-se por cima de uma floresta, escolheu um sítio sem árvores, e apto para findar a sua viagem; ele o conseguiu descendo tranquilamente perto da freguesia de Ferreiro um lugar além do Rio Ave, distante uma légua de Vila do Conde, e 5 léguas do Porto. As primeiras pessoas que apareceram no momento em que tocou a terra o nosso viajante foram dois caçadores, que presenciaram as duas ascensões, que fez em Lisboa; depois chegou a cavalo o Ajudante das Milícias de Vila do Conde, Lima, que tendo descoberto o aeróstato da varanda da casa do seu Tenente Coronel se dirigiu com ele para o sitio, em que lhes parecia cair o balão.

O Viajante recebeu dos mesmos Senhores todos os socorros possíveis, e os maiores testemunhos de estima; e, depois de ter pernoitado em casa do Ilustríssimo Major das Ordenanças em Bagunte, para onde o conduziu seu Filho o Ilustríssimo Tenente Coronel António Luiz, entrou no Porto no dia 26 quase ao meio dia, recebendo em todos os lugares por onde passou imensas provas de grande satisfação, e os aplausos que sempre costuma excitar em toda a parte esta rara e maravilhosa experiência. Reinou por toda a parte a maior ordem e harmonia em tão imenso concurso, efeito das sábias ordens que foram dadas pelo Ilustríssimo Desembargador Encarregado da Polícia, e pelo Ilustríssimo e Excelentíssimo Tenente General, Governador das Armas. – A tranquilidade, o contentamento, e a boa ordem que resplandeciam por toda a parte, e esta experiência feita em tais circunstâncias, parecia terem tornado este espectáculo uma verdadeira festa. No mesmo dia da viagem o público à noite deu provas da afeição que tinha ao jovem aeronauta, mostrando apenas acabou o teatro a sua impaciência, e o desejo de tornar a vê-lo; porém, não lhe foi possível voltar na referida noite ao mesmo teatro, como tencionava, para cumprimentar a tão respeitável reunião, e mostrar-lhe a sua eterna gratidão.

NOTA: Mr. Eugénio Robertson pela observação do barómetro avaliou a sua altura num quarto de légua no momento da maior elevação."

in Gazeta de Lisboa n.º 161, 10/Julho/1820

1 de Janeiro de 2013

A casa de Ricardo Severo

Sendo um exemplar da chamada «Casa Portuguesa», foi desenhada e construída pelo seu primeiro proprietário, Ricardo Severo, importante arquitecto, engenheiro, arqueólogo, escritor e político. 
Situa-se na rua que leva o nome do seu autor (Rua Ricardo Severo, antiga Rua do Conde).
Para uma melhor explicação sobre a relevância daquele edifício e do seu autor, consultar a tese de mestrado de Luiz Alberto Fresl Backheuser: «A casa do arqueólogo : contribuição ao estudo da obra de Ricardo Severo».

Presentemente a casa encontra-se abandonada e o edifício à venda.


Fotografia publicada na Revista de Turismo,nº13, de 5 de Janeiro de 1916

19 de Dezembro de 2012

O Jardim Botânico da Academia Polítécnica do Porto


«Este estabelecimento data da reforma da antiga Academia da Marinha e Comércio da Cidade do Porto, a qual, por decreto de 13 de Janeiro de 1837, passou a denominar-se Academia Polytechnica do Porto, ampliada com maior número de cursos, e por isso mesmo, com maior número de cadeiras, entre as quaes a de botanica, agricultura e veterinaria. Por esse mesmo decreto foi criado, juntamente com um gabinete de historia natural industrial, gabinete de machinas, laboratorio chimico e officina metarllugica, um jardim botanico experimental, que serviria tambem para uso da Eschola Medico-Cirurgica, pertencendo a sua intendencia ao lente de botanica, ao director da Academia e ao conselho academico.

Porém, só por decreto de 20 d'Outubro de 1852, por ocasião da visita de S.M. a snrª D. Maria II á cidade do Porto, é que foi concedida uma parte da cêrca do extincto convento dos carmelitas,  situado na Praça do Duque de Beja, e comprehendida no espaço que mede «78 metros pela face voltada ao sul, 128 pela face voltada a leste e 113 pela face voltada ao poente» ou cêrca de 6:285 metros quadrados de terreno para alli se estabelecer o Jardim  Botanico, logar onde existe. 

Concedido o terreno á Academia para a organização do Jardim ou Eschola Botanica e Agricola, era rasoavel conceder-se-lhe tambem desde logo subsidio proprio para elle;  mas não aconteceu assim, e por alguns tempos este o terreno inculto e abandonado, podendo dizer-se que no periodo que decorre desde a data da concessão até dezembro de 1864, epocha em que, debaixo d'um plano geral e definitivo, começaram as obras necessarias para este estabelecimento, pouco ou nenhum incremento teve o jardim. 
É, pois, d'esta data em diante que a Academia começa a perceber regularmente o diminuto subsidio de que dispoe o Jardim, elevado hoje a 240$00 reis, que este estabelecimento de instrucção pratica começa a apresentar-se-nos sob um novo aspecto e a poder satisfazer ao fim para que foi creado.

O terreno em declive de norte a sul era em socalcos e os muros que os sustentavam, arruinados até aos alicerces, não podiam com os reparos e obras d'arte proprias; foi preciso reedifical-os todos, tornar o terreno o mais plano possivel e dar aos socalcos que ainda ficaram, melhor e mais regular direcção.
É na verdade com muita lentidão que téem continuado estas obras, faltando ainda, por ser mui diminuta a respectiva dotação, entre outras obras d'arte, a construção de uma estufa, parte essencial n'um jardim d'esta natureza, mas é de esperar, do zelo e dedicação do conselho academico, que em breve a veremos concluida. (...)»

. J. Casimiro Barbosa

in, Jornal de Horticultura Pratica, pag, 204, 1880, Porto
........................................................

Nota de GS: ficava o referido Jardim Botânico no terreno onde se encontra a Morgue do Porto e no terreno a ela adjacente, sendo ainda bem visível o muro e gradeamento que dá para a Rua Clemente Menéres (antiga Praça Duque de Beja), notando-se em destaque os pilares da entrada do Jardim (visíveis na imagem de 1880), e ainda hoje existentes.


17 de Dezembro de 2012

Rua de Santo António

Vista da Rua de Santo António, publicada na revista semanal The Bystander, Londres, 1907

16 de Dezembro de 2012

Street of the English at Oporto - 1871

Engraved by Huyot; Drawn by D. Lancelot
Provenance: "All round the world": An illustrated record of Voyages, Travels, and Adventures in all parts of the Globe. Edited by W.F. Ainsworth, F.R.G.S., F.S.A., & c.; Published by William Collins, Sons & Company, London, 1871.

As fotos de A. W. Cutler (1922)

A. W. CUTLER, é o nome de um fotógrafo que em 1922 esteve em Portugal (e na cidade do Porto) ao serviço da revista National Geographic (fundada em 1888), publicação bem conhecida pela qualidade dos trabalhos fotográficos e por ter uma dimensão jornalística de retrato de paisagens naturais e humanas, de vários lugares do mundo.

Quanto ao fotógrafo, embora exista um acervo significativo de várias reportagens em diversas partes do mundo, não encontrei referencias, nem ao seu nome verdadeiro, local de nascença ou morte.

Uma notícia de 1935, num jornal australiano, dá conta do falecimento de um Mr. A. W. CUTLER, nascido em 1875, o qual seria membro da The National Rifle Association of New South Wales e um famoso atirador, vencendo mesmo vários torneios. Apesar da semelhança do nome, não parece tratar-se da mesma pessoa, pois que no obituário nada é dito sobe a sua profissão de fotografo.

De qualquer forma, a sua passagem pela cidade do Porto ficou marcada por 5 fotografias, todas a cores (curiosamente o seu único trabalho colorido foi realizado na viagem a Portugal) que aqui se publicam:

A woman rocks her baby on the edge of the Duero River.
*Foto também publicada (a preto e branco) em People of All Nations, editado por J.A. Hammerton, Almalgamated Press, Londres, 1922.

A view of the Maria Pia bridge from a promenade above the city.


A peasant stands with her oxen and a family heirloom yoke.

Women gather water and exchange news at the towns fountain.

A sailboat passes through the Oporto harbor.

5 de Dezembro de 2012

Nas margens do rio Leça

(cliché Alvão, paisagista, Porto)

[capa da revista Ilustração Portugueza, nº460, de 14 de Dezembro de 1914]

29 de Outubro de 2012

Pôrto

19 de Julho de 2012

Fonte do Mercado Ferreira Borges



Fotografia de A. W. Cluter, 1922


Construída provavelmente ao mesmo tempo que o mercado (1885), esta fonte foi substituída em 1932 por um Posto Eléctrico da C.M.P, que ainda se encontra no local, por baixo da escadaria do antigo mercado.

Foto tirada de o Alquimista

(foto tirada LovelyPorto)

A estátua que ornamentava a fonte encontra-se actualmente nos jardins do Palácio de Cristal
Foto retirada de Amigos de Portugal



 

17 de Julho de 2012

A cidade do Porto há um século

(via Hobby: Reporter)

 

© 2009PORTO ANTIGO | by TNB