2 de maio de 2010

Monumento a Willy Brandt

Na Avenida Marechal Gomes da Costa. Autoria de Clara Menéres (1993)

Willy Brandt, político alemão nascido Herbert Ernst Karl Frahm a 18 de Dezembro de 1913, em Lubeck (Alemanha) e falecido em Unkel a 8 de Outubro de 1992. Membro do partido social-democrata (SPD) em 1930, aderiu no ano seguinte a uma formação mais esquerdista, o SAP (Partido Trabalhador Socialista). Com a ascensão ao poder, em 1933, do partido nazi, refugia-se na Noruega onde continua a desenvolver actividade política de resistência, passando a usar o pseudónimo de Willy Brandt. Esteve clandestinamente na Alemanha durante o ano de 1936 e no ano seguinte foi para Espanha para cobrir, como jornalista a Guerra Civil. Obteve a nacionalidade norueguesa e foi aprisionado pelos alemães quando estes invadiram a Noruega em 1940. Escapou para a Suécia onde permaneceu durante o resto da guerra. Em 1945 retorna à Alemanha ao serviço do governo norueguês, recuperando a sua nacionalidade de origem em 1948, ano em que se inscreveu no SPD. Entre 1957 e 1961 foi presidente da Câmara de Berlim ocidental , tendo assistido impotente à construção pelos soviéticos do Muro de divisão da cidade. 
Tornando-se líder do seu partido concorreu ao lugar de chanceler da Alemanha nas eleições de 1961 e 1964  mas perdendo das duas vezes. Em 1966 uma grande coligação, entre os conservadores da CDU e o SPD levaram-no a assumir as funções de vice-chanceler e ministro dos negócios estrangeiros. Finalmente venceu as legislativas de 1969, formando uma coligação com os liberais do FDP e tornando-se chanceler da Alemanha. 
Foi laureado com o Prémio Nobel da Paz em 1971 pelos seus esforços de apaziguamento e boas relações entre a Alemanha, Polónia e União Soviética. 
Após uma crise política, volta a vencer as eleições em 1974. Mas em 1975 descobre-se que um seu colaborador era um espião da polícia política Stasi, da Alemanha de Leste, levando-o à demissão, mas permanecendo presidente do partido e deputado até 1987. Entre 1979 e 1983 foi membro do Parlamento Europeu. 

3 comentários:

Anónimo disse...

Deveria lá estar um busto do Marechal Gomes da Costa... ou não é assim que se denomina a avenida? Quantos monumentos a portugueses haverá na Alemanha?

olinda disse...

Penso que nenhum. Gostei de ler a breve biografia, contudo esperava que fosse indicada a razão pela qual ali foi colocadoo busto...

Anónimo disse...

Dignifiquemos as figuras da nossa História que é brilhante e cheia de Homens dignos